Em Itália, a fraude nos pagamentos digitais está a crescer com o aumento da utilização de cartões, mas a incidência permanece baixa. Aqui estão os dados e as novas medidas previstas.
O crescente fluxo de pagamentos digitais em Itália, parece ter aberto novas perspectivas para os consumidores, mas também oportunidades de lucro ilícito para os fraudadores. Nos últimos dez anos, o número de fraude saltou para 1,5 milhão de casos, atingindo a considerável cifra de 120 milhões de euros subtraído. Contudo, se olharmos a percentagem face ao total de transacções, a taxa de incidência continua baixa, com cerca de 13 ataques por 100.000 operações. De acordo com o último relatório do Banco da Itáliaa perceção de risco acelerou devido à pandemia, que levou cada vez mais cidadãos a utilizar métodos de pagamento online.
Da segurança percebida à realidade dos dados
A propagação de cartões de pagamento e soluções baseadas em dinheiro eletrônico é agora parte integrante do tecido financeiro nacional, mas persiste uma lacuna entre a segurança percebida e a protecção substancial oferecida pelos sistemas. Embora os danos financeiros a nível agregado tenham atingido i 120 milhões de eurosverifica-se que estes fenómenos afectam apenas uma fracção modesta das transacções globais. Por outras palavras, as ferramentas tecnológicas continuam a reduzir a probabilidade de um ataque bem-sucedido, sem eliminar a possibilidade de maus atores explorarem a ingenuidade ou o descuido dos utilizadores.
A rastreabilidade continua a ser um dos aspectos mais eficazes no combate à fraude: a partir de 2025, os prestadores de serviços de pagamento terão de verificar em tempo real osIBAN e os dados do beneficiário antes de autorizar uma transferência. Esta nova regra visa descobrir quaisquer discrepâncias e eliminar tentativas de peculato pela raiz. A ideia é combinar atualidade e tecnologia para fornecer aos usuários uma barreira de defesa adicional. No entanto, o cenário de ameaças está a evoluir rapidamente e a monitorização constante é cada vez mais um requisito fundamental para cada utilizador de serviços financeiros.
Perspectivas e riscos futuros
Lá manipulação do pagador representa talvez o aspecto mais insidioso deste cenário, pois engana a vítima para que envie fundos para contas fraudulentas. À medida que as estratégias de engenharia social proliferam, os criminosos pretendem convencer os utilizadores a revelar dados sensíveis ou a fazer transferências fictícias. É por isso que, para além das medidas de segurança tecnológica, é fundamental investir na formação e na sensibilização: só compreendendo plenamente os riscos, desde o phishing ao malware, será possível continuar a beneficiar da rapidez e conveniência dos pagamentos digitais, reduzindo ao mínimo os perigos das transações comprometidas.